Mulher que esquartejou marido deve permanecer presa | TVFORENSE.com Para Dispositivos Móveis

STJ mantém condenação de Elize Matsunaga no caso Yoki   Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a pena de 19 (dezenove) anos, 11 (onze) meses e 1 (um) dia de reclusão de Elize Matsunaga, negando provimento ao recurso especial, que co...

noticias, artigos, notas, releases, pautas, tv, acontecimentos, fatos, reportagens

Mulher que esquartejou marido deve permanecer presa

Publicado por: admin
27/06/2019 14:28:19
Courtesy Pixabay
Courtesy Pixabay

STJ mantém condenação de Elize Matsunaga no caso Yoki

 

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a pena de 19 (dezenove) anos, 11 (onze) meses e 1 (um) dia de reclusão de Elize Matsunaga, negando provimento ao recurso especial, que contestava a decisão do Tribunal do Júri de São Paulo. O Tribunal de Justiça de São Paulo já havia negado sua apelação.

 

Elize foi condenada pelo homicídio qualificado e esquartejamento de seu marido Marcos Matsunaga ocorrido em 19/5/2012. O crime, que chocou o país, foi praticado com o disparo de um tiro na cabeça da vítima, que em seguida foi decaptada e esquartejada, e os pedaços do corpo jogados ao longo de uma estrada, na região da Grande São Paulo.

 

Para o assistente da acusação que representou a família da vítima, o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, “essa decisão, mantendo pela segunda vez a sentença, é justa, pois o crime foi gravíssimo, atingindo não só a vítima que morreu e foi esquartejada, mas também sua família que sofre até hoje com as consequências dessa morte brutal, além da pequena filha do casal que ficará marcada para sempre por essa tragédia”.

 

A defesa de Elize sustentou que a pena era muito elevada, que a ré era primária e que não se considerou sua confissão. Já a acusação a cargo do Ministério Público e do advogado assistente de acusação, buscaram manter a pena fixada no julgamento pelo Tribunal do Júri.

 

Na decisão recorrida, constou a justificativa para se manter a pena, descrevendo que “após ceifar a vida do marido, a ré trocou o cano da arma utilizada, e posou para família como esposa abandonada, chegando inclusive a forjar e-mails da vítima para parentes, visando assim garantir sua impunidade. Não só, a mesma esquartejou o marido no quarto de hóspedes da própria residência, quando sua filha pequena e a babá estavam no cômodo ao lado, parando a macabra missão para tomar café da manhã com a filha e conversar calmamente com a babá. Circunstâncias estas que tornam a atitude da ré de alta periculosidade e extremamente reprovável. Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, inciso II, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nega-se provimento ao recurso especial. Publique-se. Brasília (DF), 25 de junho de 2019. Ministro JORGE MUSSI Relator”.

 

Elize cumpre pena em São Paulo desde seu julgamento.

Imagens de notícias

Tags:

Compartilhar

A Carne é Fraca

Vídeos relacionados