Governo do Brasil transferiu 1,14 milhões doados para testes covid-19 para programa da primeira-dama | TVFORENSE.com Televisão via Internet

O Governo brasileiro transferiu 7,5 milhões de reais (1,14 milhões de euros), doados para a compra de testes covid-19, para o programa Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama, de apoio a pessoas atingidas pela pandemia.   O jornal Folha de S. Pa...

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Governo do Brasil transferiu 1,14 milhões doados para testes covid-19 para programa da primeira-dama

Publicado por: admin
02/10/2020 11:38:33
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro

O Governo brasileiro transferiu 7,5 milhões de reais (1,14 milhões de euros), doados para a compra de testes covid-19, para o programa Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama, de apoio a pessoas atingidas pela pandemia.

 

O jornal Folha de S. Paulo teve acesso a documentos da Marfrig, uma das maiores produtoras de carne bovina do Brasil, que, em março, doou 7,5 milhões de reais, cerca de 1,14 milhões de euros, ao Ministério da Saúde para a compra de 100 mil testes rápidos do novo coronavírus, no momento em que o país estava com falta de material e era um dos que menos testava a sua população.

 

Contudo, apesar de o Executivo brasileiro ter garantido que a verba seria usada especificamente na compra de testes para deteção do vírus, a situação alterou-se após a companhia ter transferido o dinheiro.

 

Segundo a Marfrig relatou ao jornal, quando o montante doado já se encontrava na posse do Governo, presidido por Jair Bolsonaro, o Ministério da Casa Civil consultou a companhia sobre a possibilidade de utilizar a verba noutras ações de combate à pandemia.

A empresa diz ter sido consultada “sobre a possibilidade de destinar a verba doada não para a compra de testes por parte do Ministério da Saúde, mas para outras ações de combate aos efeitos socioeconómicos da pandemia de Covid-19, especificamente o auxílio a pequenos negócios de pessoas em situação de vulnerabilidade”.

 

“Como a ação estava diretamente ligada à mitigação dos danos causados pela pandemia, a Marfrig concordou com o novo destino dos recursos doados”, admitiu a companhia.

 

Os recursos foram então destinados ao projeto Arrecadação Solidária, vinculado ao Pátria Voluntária, da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

Segundo o Folha de S. Paulo, o programa liderado pela primeira-dama transferiu o dinheiro do Arrecadação Solidária, sem edital de concorrência, para instituições missionárias evangélicas aliadas da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para a compra e distribuição de cestas básicas (cabazes de compras com alimentos e produtos de higiene).

 

De acordo com a Casa Civil, o dinheiro foi usado para a compra e distribuição de cestas básicas para famílias mais vulneráveis à pandemia.

 

Os 7,5 milhões de reais doados pela Marfrig representam quase 70% do total arrecadado pelo programa Pátria Voluntária até ao momento: 10,9 milhões de reais (1,65 milhões de euros), dos quais 4,3 milhões de reais (650 mil euros) foram aplicados até agora sem um edital público.

 

Criado em julho do ano passado, o programa liderado por Michelle Bolsonaro tem como objetivo fomentar a prática do voluntariado e estimular o crescimento de organizações sem fins lucrativos, arrecadando dinheiro de instituições privadas e transferindo-o para organizações sociais. O programa em causa já consumiu cerca de nove milhões de reais (1,37 milhões de euros) dos cofres públicos em publicidade pagos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

 

Bolsonaro pede regresso à normalidade e diz que Deus deu a hidroxicloroquina

 

O chefe de Estado participou na inauguração de um projeto que visa aumentar a oferta de água potável em 15 municípios do interior de Pernambuco, estado no nordeste do país e historicamente atingido por fortes secas, insistindo na necessidade de o país retomar totalmente as suas atividades produtivas e comerciais.

 

“Alguns políticos fecharam tudo durante a pandemia e eu sempre disse que não tinham de fechar nada”, declarou Jair Bolsonaro, referindo-se às duras medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos nos momentos mais graves da crise de saúde, e que já foram amplamente relaxadas, mas que ainda estão em vigor em alguns setores do comércio.

 

Segundo vários especialistas em saúde, esse abrandamento das medidas de isolamento social ainda mantém elevada a incidência da covid-19 no país, que está perto das 144 mil mortes e já ultrapassou os 4,8 milhões de casos de infeção.

 

A curva epidemiológica registou fortes oscilações nas últimas semanas, mas na quarta-feira deu sinais preocupantes ao voltar a ultrapassar os mil óbitos em 24 horas, o que não acontecia desde 15 de setembro.

 

“Temos de cuidar dos mais idosos, mas fora isso, temos de trabalhar” porque “Deus deu-nos a hidroxicloroquina” para curar a covid-19, reforçou Bolsonaro, um amplo defensor daquele fármaco usado para combater doenças como a malária, mas sem comprovação científica contra o novo coronavírus.

 

“Temos de encontrar uma solução para os nossos problemas. Deus, pátria e família“, frisou o Presidente brasileiro.

 

Segundo um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado, na quarta-feira, na revista científica JAMA Internal Medicine, a cloroquina é tão eficaz quanto um placebo na prevenção contra o novo coronavírus.

 

Fonte: Planeta ZAP // Lusa

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