Políticos: já é possível identificar as principais características dos (bons) mentirosos | TVFORENSE.com Para Dispositivos Móveis

De acordo com um novo estudo, os bons mentirosos tendem a manipular estrategicamente o seu comportamento verbal de modo a contar uma história plausível, simples e clara. Normalmente, fazem-no cara-a-cara a amigos e colegas.   O estudo envolveu 194 part...

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Políticos: já é possível identificar as principais características dos (bons) mentirosos

Publicado por: admin
30/12/2019 16:53:41
kygp / Flickr
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De acordo com um novo estudo, os bons mentirosos tendem a manipular estrategicamente o seu comportamento verbal de modo a contar uma história plausível, simples e clara. Normalmente, fazem-no cara-a-cara a amigos e colegas.

 

O estudo envolveu 194 participantes – 97 mulheres, 95 homens e dois que preferiram não dizer -, com uma idade média de 39 anos. Os cientistas fizeram várias perguntas aos voluntários, incluindo se eram bons a enganar os outros, quantas mentiras tinham contado nas últimas 24 horas e se o fizeram presencialmente ou através de outros meios.

 

“Os estudos mostraram que não somos tão bons a detetar mentiras quanto pensamos que somos. Na melhor das hipóteses, a maioria de nós tem 50% de probabilidade de acertar quando alguém lhe está a mentir”, disse a investigadora Brianna Verigin, da Universidade de Portsmouth e da Universidade de Maastricht.

 

Durante a experiência, os investigadores descobriram que uma das principais estratégias dos mentirosos passa por contar mentiras plausíveis muito próximas da verdade, sem revelar muita informação. Além disso, descobriram que se alguém se julgar um bom mentiroso, mais mentiras irá contar.

 

De acordo com o Sci-News, a estratégia mais usada entre todos aqueles que admitiram mentir, sejam bons ou maus mentirosos, foi deixar de fora certas informações. Os bons mentirosos – a que os cientistas chamaram de ‘mentirosos especialistas’ – acrescentaram ainda a capacidade de tecer uma “história credível embelezada com a verdade”, tornando assim as mentiras mais difíceis de detetar.

 

Por outro lado, aqueles que pensavam que não eram tão bons a mentir, quando mentiram, apostaram em ser muito vagos. O artigo científico foi publicado este mês no PLOS One.

 

Os cientistas notaram que os tipos de mentira mais comum foram as “mentiras brancas”, exageros, ocultação de informações e criação de acontecimentos. A maioria dos participantes optou por mentir cara-a-cara, sendo que a SMS foi o segundo meio mais escolhido, seguido de uma chamada telefónica, e-mail e, por último, as redes sociais.

 

A maioria dos mentirosos especialistas mentem com mais frequência a familiares, amigos ou colegas. Além disso, os homens tinham duas vezes mais probabilidade de se considerarem melhores mentirosos.

 

O estudo não mostrou qualquer relação entre o nível de escolaridade e a capacidade de mentir.

 

Fonte: Planeta ZAP //

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