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A pesquisa da Ipsos revela que a Infraestrutura do país é insatisfatória para 52% dos brasileiros   O Brasil tem o pior índice entre os 28 pesquisados; globalmente, 30% estão insatisfeitos com as redes de transporte, os serviços de energia, água e tele...

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Infraestrutura do país é insatisfatória para 52% dos brasileiros

Publicado por: admin
23/12/2019 14:39:52
Courtesy Pixabay
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A pesquisa da Ipsos revela que a Infraestrutura do país é insatisfatória para 52% dos brasileiros

 

O Brasil tem o pior índice entre os 28 pesquisados; globalmente, 30% estão insatisfeitos com as redes de transporte, os serviços de energia, água e telecomunicação

 

Cinco em cada dez brasileiros (52%) estão insatisfeitos com a infraestrutura do país, de acordo com a pesquisa Ipsos Global Advisor Índice de Infraestrutura Global. Como infraestrutura, entende-se o conjunto de redes de rodovias, ferrovias e aéreas, além de acesso a energia, água, banda larga e outras comunicações. A média global é de 30% de insatisfeitos.

 

Quando questionados sobre o grau de satisfação com a infraestrutura nacional, globalmente 37% dos entrevistados disseram estar muito ou razoavelmente satisfeitos – no Brasil apenas 22% estão satisfeitos. A região Ásia-Pacífico tem o maior índice de satisfação, com 47%, e a América Latina, o maior de insatisfação, 37%, puxada pelo Brasil.

 

“A pesquisa mostra que as pessoas não apenas consideram fundamental investir em infraestrutura, como também sentem faltam de mais investimentos nesta área. A maioria dos brasileiros também acredita que o investimento realizado no país não está sendo bem feito. O Brasil precisa investir mais e melhor, é um fator fundamental e é o que o brasileiro exige”, afirma André Galiano, Head Latam da Ipsos Strategy3.

 

No ranking dos mais insatisfeitos, o Brasil é seguido por Itália (50%), África do Sul (48%), Sérvia (45%) e Hungria (44%), e o quarto menor índice de satisfação, com 22%, empatado com a Bélgica, e atrás da Itália (12%), Hungria (13%) e Espanha (19%).

 

Setores

Entre os diversos setores que compõem a infraestrutura, os brasileiros não estão contentes com as estradas: somente 31% acreditam que elas são razoavelmente boas. Considerando os demais países, o Brasil teve o pior índice, bem abaixo do resultado global (54%).

 

A estrutura para pedestres também foi um dos quesitos mais mal avaliados pelos brasileiros. Considerando todos os países, o índice do Brasil é o segundo pior: só 27% avaliam de forma positiva. A Itália é a nação que tem o menor índice, com 23%. O resultado global foi de 47%.

 

53% dos entrevistados consideram os aeroportos do Brasil razoavelmente bons, mas quando comparado com os demais países, o índice brasileiro é o terceiro pior, ficando atrás de Hungria (41%) e Japão (51%). O resultado global é de 67%.

 

Investimento

A pesquisa também mostrou que três em cada quatro pessoas no Brasil (77%) concordam que investir em infraestrutura é vital para o crescimento econômico do país. 71% dos entrevistados concordam com a afirmação: “como país, nós não estamos fazendo o suficiente para alcançar nossas necessidades em infraestrutura” – acima da média global (60%).

 

“O estudo mostra que os brasileiros estão abertos ao investimento externo. Eles entendem que o investimento precisa vir de algum lugar e não veem problema que a iniciativa privada ou estrangeiros sejam responsáveis por desenvolver a infraestrutura do país – contanto que seja bem feito”, ressalta Galiano.

 

No Brasil, 66% disseram que são mais abertos a receber investimentos estrangeiros. O índice para o investimento privado é de 69%.

 

No que se refere a investimentos, de acordo com os entrevistados globalmente, o setor que deveria ter prioridade é o de energia solar (42%), à frente do saneamento básico (39%) e proteção contra enchentes (38%). O setor que hoje é visto como menor prioridade entre os 28 países pesquisados é o de energia nuclear – apenas 11% consideram a área como prioridade.

 

A pesquisa foi feita entre 26 de julho e 9 de agosto, com 19.516 participantes, em 28 países. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p.

 

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